segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Role no Strava com a bike nova

  foi muito bacana o ROLE COM A BIKE NOVA...me senti  bem e forte a bike corresponde bem ..da uma boa confiança...foi demais..

terça-feira, 13 de junho de 2017

Triday em São Carlos




No mes anterior(MAIO) participei do XterraBrasil , e depois da prova passei por um período conturbado, não tinha vontade de treinar, minha cabeça não deixava.
Fui para esta prova somente por ir, queria tentar ir bem, e foi o que aconteceu.
TERCEIRA ETAPA do TRIDAY.
Triathlon Triday em São Carlos, foi uma prova muito bacana, porém difícil, a temperatura baixa as 7 horas da manhã, complica bastante..largada sob neblina, não enxergava as bóias de contorno na natação, nadei um bom tempo na intuição..rs.
Sai da agua com as mãos congeladas..e subo na bicicleta e o vento frio cortando.., mas logo começa a esquentar.e assim consigo pedalar melhor.
Na corrida foi mais fácil no começo, mas logo começou uma subida no bosque..um tanto íngreme e longa, difícil..mas logo fica mais fácil e vem a chegada..uffaa. 

fico em 2º lugar na Categoria, e assim sigo lider no circuito com 2segundos lugares e 1 primeiro lugar em 3 etapas, em SETEMBRO tem a próxima etapa, espero treinar bem e conseguir fazer uma boa prova.
video

quarta-feira, 24 de maio de 2017

XTerra de ILHA BELA 2017




Video com algumas fotos da 
minha participação no Xterra de Ilha Bela 2017

video

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Minha prova de Ironman 2005

IRONMAN 2005

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7 horas da manha , largada da prova
Saio um pouco atrás.mas no bolo...ando por uns 100 metros ate dar meu primeiro salto na água...muitos braços e pernas do meu lado.vou tentando achar meu espaço, mas é difícil...estou cercado.por muitos...mas me tranquilizo e tento fazer o que dá...ate chegar na primeira bóia...tem muita gente ainda.bebo meu primeiro gole de água salgada, mas ta tudo bem.achei até que demorou...sigo começa a abrir um pouco...consigo nadar um pouco melhor.saio da água pra completar a primeira volta e tenho que voltar pra fazer a segunda e ultima...agora parece que aumentou a marola...o mar se mexe e demora um pouco pra completar está segunda volta...mas fui bem, não doeu nada saio da água feliz e inteiro dando risada...saio tão empolgado que tropeço na areia...que papelão.areia fofa e caio de boca.mas saio comemorando como se fosse um gol...sento no chão um staff me ajuda a tirar roupa de borracha, ai vou pra transição, pego minha sacola...entro na troca...tinha muita gente em troco em pé mesmo...saio rápido...
Começo a pedalar tranqüilo e feliz.tudo certo.nadei pra 1 hora e 12 minutos.fácil...agora é hora de pedalar...sinto a roda traseira da bike pular paro e dou uma olhada da um certo receio...e dai a pouco o pneu traseiro fura...eu com calam parei...e tirei a roda.de repente chega um cara de moto com uma mochila nas costas era o apoio mecânico da prova ele troca a câmara e enche o pneu pra mim...beleza to na prova de novo agora to sem mais câmara.mas tenho fé que tudo vai dar certo...e sigo parecia ate fácil...quando vento começa a soprar contra, ai complicou...mas tava suportável era a primeira volta completo com 2 horas e 55 minutos.tava dentro do esperado...a segunda volta armou pra cima de todos pois alem do cansaço de passar dos 120 km de ciclismo agora tinha que enfrentar muito vento contra, foi terrível, comecei a sentir câimbra e dores nas pernas, momento difícil...mas o joelho não doeu...então tá bom...algumas cápsulas de sal e um tylonol salvou, mas uma hora acabou o sal.....administrava com banana e gatorade...levei uva passas e acabou no percurso.,,depois de 6 horas e 40 minutos entrego a bike.,,tento corre pra tenda pra pegar meu tênis e ai vejo que minhas pernas estão travadas...corro totalmente estranho...pego meu tênis e faço uma transição um pouco mais tranqüilo, ainda como uma bisnaga e tomo um  copo gatorade...saio pra correr pra minha surpresa até  que bem...já era final de tarde...corro num ritmo um pouco, mas forte que um trote...mais feliz..chego no 7 km de corrida, sinto as fisgada na perna esquerda...e nisso começa a doer...e vem as subidas começo a andar nas subidas e solto meu corpo nas descidas...passo no posto da prova e como algo, pego uma laranja ou banana...e ao chegar no km 14 sinto meu estomago e começo a vomitar...momento difícil...mas como sabia que não seria fácil, continuo andando, vem outra subida e começo a correr até completar 21 km, falta duas voltas de 10,5 km, me senti bem, ao passar pelo pessoal que estava torcendo,  imprimo um ritmo de corrida e vou administrando as dores neste ritmo, completei os 31,5 km falta só mais uma volta, agora me sinto muito bem,  sei que estava chegando....meu emocional me ajuda e sigo firme as pessoas aplaudiam muito, onde vc passa ...isso ajudava e me fazia forte...faltando apenas 1 km pra terminar pensei na minha família e nos meus amigos.parecia que sentia a energia deles... dei risada... chorei... delirei.......faltava pouco a luzes da chegada...a torcida na arquibancada.o locutor anuncia que eu estava pra completar o Ironman...brinco no tapete vermelho, corro meio de ladinho...CHEGUEI.. passo o arco da chegada fazendo um reverencia a todos que estavam ali...completei...após 13 horas 18 minutos e alguns segundos o Ironman Brasil...estou muito feliz.e meu sentimento é só de gratidão por  todos que me ajudaram.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

FOAM ROLLER, material do blog , contando um pouco de mim..

MILER e a busca pela qualidade de vida

Miler Miles  é especialista em provas de endurance, triatleta e fundador da Exercitt. Na entrevista a seguir, ele revela sua trajetória no esporte, desde as brincadeiras lúdicas, até se tornar sócio-diretor de uma das mais renomadas empresas de consultoria e qualidade de vida do país.
Quais esportes você mais gostava de praticar na infância?
Sempre gostei muito de praticar atividade física, minha infância foi na rua, tinha uma rua curta perto da minha casa onde jogava bola, brincava de taco e outras brincadeiras. A partir dos 9 anos ou 10 anos, andava muito de bicicleta e gostava de fazer manobras. Tinha acabado de assistir o filme ET e fiquei maravilhado com as bikes, queria voar também. Tive muitas bicicletas cross e depois praticava freestyle com amigos fazendo manobras.
E o triathlon, como foi seu início?
O triathlon surgiu pra mim em 1993, estava na faculdade de educação física e já tinha uma bicicleta de speed. Um professor de atletismo perguntou para um amigo do meu lado se ele queria participar de uma prova de duathlon (correr, pedalar e correr). Eu ouvi a conversa e falei que gostaria de participar, meu amigo não se interessou e lá fui eu, sem conhecimento. Foi um a prova onde tínhamos que correr 3km,  pedalar 20 km e correr mais 3km. Foi um tanto difícil pra mim, senti que os 3km eram uma eternidade  e andei quase a metade, mas pedalei bem e fui até o fim. Cheguei entre os últimos, mas gostei demais e me identifiquei. Passou um mês, teve outra prova e lá fui eu de novo. Dessa vez um pouco melhor… Comecei a fazer aulas de natação e fui me infiltrando no triathlon.
Porque o triathlon é um esporte tão apaixonante?
O triathlon é um esporte dinâmico, onde você sente a adrenalina e a capacidade física que acumulou nos treinos. Acredito que a variação de treinos é o que deixa você apaixonado. Nadando em águas diferentes, pedalando em lugares e bicicletas especiais e correndo em grupo. Ou ainda, descobrir locais novos de treino. Sem contar as provas , onde competimos de acordo com nossa faixa etária, então o esporte amadurece com você.
Como costuma utilizar o Foam Roller nos treinos e quais os resultados observa?
Tenho usado o Foam Roller sempre que posso, acho eficiente a soltura muscular que ele faz. Quando começo a sentir uma tensão muscular, já deixo ele na estante da sala e, assistindo TV, faço uma sessão .
Poderia nos contar um pouco sobre o trabalho realizado na Exercitt e seus diferenciais?
A Exercitt faz um trabalho de prestação de exercícios e condicionamento, focamos em cada aluno, no seu bem estar e na sua melhora de saúde através da atividade física. Nosso principal diferencial é a dinâmica e evolução dos treinos, nunca caímos em acomodamento. Procuramos inovar, trazer trabalhos e equipamentos que contribuem para o aluno se sentir bem. Temos alunos que descobriram o triathlon com a gente e agora estão seguindo carreira como triathletas. Criamos um método onde todo treino tem um diferencial em algum detalhe, na parte de exercícios de educativos e de evolução.
Como é a recepção dos alunos à auto liberação miofascial?
Os alunos sentiram que o corpo se realinha. Alguns sentiram que estavam precisando urgente desse serviço e que isso ajudou a tirar as tensões acumuladas. Foi muito interessante e agora aplicamos sempre.
Qual o segredo para conciliar a vida de atleta e empresário?
O segredo maior é gostar do que se faz. Tenho maior prazer em ver a sensação de euforia após um aluno completar uma prova ou um treino diferente. O esporte é meu complemento de vida, não quero e nem consigo ficar longe.
Poderia descrever a satisfação ao ver um aluno melhorando seus hábitos e superando seus próprios limites?
Um aluno que começa a treinar com a gente e aos poucos começa a superar os seus limites e aumentar seus desafios, passa a sensação de dever cumprido (atingindo os objetivos). Temos vários bons exemplos, como sedentários que hoje correm maratonas, ex-fumantes que deixaram o cigarro, ex-depressivos que correm bem e sentem que a vida melhorou. Isso tudo só nos carrega de entusiasmo para seguir em frente.
Que recado deixaria para aquelas pessoas que gostariam de ter um estilo de vida mais saudável, mas ainda não tomaram uma decisão para iniciar?
O recado que sempre passo a todos é: Cuide da sua saúde, seu corpo é o seu principal patrimônio, se você não tem tempo para se cuidar é a mesma coisa que não viver. A vida vai passar e quando você perceber a sua saúde vai também. Aproveite a vida! Treinar é saúde!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sua POSTURA MENTAL na prova de IRONMAN



Mark Allen

O seu sucesso em um IronMan no dia da prova pode ser atribuído a um único fator: a sua postura e atitude diante da prova. O motivo é simples: todo o trabalho físico já foi feito e não tem nada mais que pode ser melhorado agora. Outro fator importante é a alimentação na prova, mas isso também você já cansou de treinar.
O que realmente pode transformar uma prova boa para uma prova "maravilhosa" é a sua atitude mental. E melhorando isso você estará próximo de se tornar um atleta completo.
Mesmo que você esteja no melhor dos seus dias, ter a cabeça no lugar é a chave. Se não for o melhor dos seus dias, será o diferencial entre desistir e terminar a prova. 
Vamos olhar para o Havaí 2001. Ventos fortíssimos chamaram a atenção de todos os atletas. A maioria terminou, mas alguns que ficaram pensando no "vento" fizeram erros bobos de alimentação e no ritmo da prova que não estavam acostumados. Resultado: não terminaram a prova.
Como você reage a intensidade da prova? Estressado ou tranqüilo? Você encara as dificuldades do dia como um desafio prazeroso ou se pergunta por que entrou nessa loucura? Você fica pensando como será na chegada ou como você deve correr e qual ritmo seguir? Você já está procurando uma desculpa se por acaso desistir ou você já sabe que vai terminar? Você estará dando tudo? Ou não, porque de repente você acha que as condições da prova não são ideais para terminar. Saber responder essas perguntas é o caminho para se tornar um atleta completo.
Aqui vão quatro sugestões que ajudarão a melhorar sua atitude mental. Elas te darão forças independentes das forças externas negativas (tempo, cansaço, ...).

Acalme sua cabeça.
É o fator mais importante para uma prova perfeita.
Uma atitude negativa (está difícil, esta doendo, porque estou aqui, ...) já acaba com a sua prova antes dela começar. Se for impossível achar algo positivo nessa hora, faça outra coisa para acalmar seu pensamento. Pare de pensar na prova e, por exemplo, se concentre na sua respiração. Conte quanto tempo você inspira e expira. Preste atenção no seu corpo e o que está acontecendo a sua volta sem julgar nada. Isso irá liberar a sua cabeça e talvez assim você começará de novo a se sentir melhor.

Paciência
O tempo da prova é muito relativo. As vezes ele passa muito rápido em algumas fases da prova. Em outras ele demora mais. Se perder a paciência a prova será interminável. O segredo é fazer a prova passar rapidamente. O segredo é se lembrar que ninguém está te obrigando a estar ali naquele momento. Foi você quem escolheu estar ali, portanto você não deve se cobrar nada. Essa é uma prova de paciência e você deve rir dos momentos mais absurdos. Parece obvio, mas lembre-se disso quando começar a perder a paciência e querer que a prova termine o mais rápido possível. Acalme seu pensamento e a velocidade aumentará.


Seja grato
O contrário disso é se concentrar em o quanto a prova é difícil. Errado. Ser grato é agradecer que você está vivo e é capaz de fazer isso. Comece a prestar atenção naquilo que está a sua volta. Uma das melhores formas de fazer isso é prestar atenção na natureza a sua volta, ou se não tiver nada bonito, lembre-se de algum lugar maravilhoso que você já esteve (uma montanha, um lago, algo que te marcou). É nessa hora que você começa a esquecer a dor e os problemas ali enfrentados e agradecer por estar vivo.
"Obrigado por estar aqui" é o que temos que dizer. Isso vai livrar sua mente, pois mesmo sentindo esse desconforto você estará lidando muito bem com isso, pois é um privilegiado de estar ali naquela hora, trabalhando seu corpo em todas as possibilidades possíveis.


Melhorando a autoconfiança
A maioria de nós constrói essa confiança durante o período de treinamento e preparação, se sentindo mais fortes e dizendo para nós mesmos o quanto estamos bem. Só que tudo isso pode evaporar no momento que é dada a largada.
Quando a realidade da prova não bate com aquela imagem positiva que você imaginou, uma guerra mental começa a acontecer, e quando isso ocorre à prova vence e você perde.
Então aqui vai um outro modelo para desenvolver sua autoconfiança. Isso tem muito a ver com a forma de cada um de nós ver a vida e confiar nela. Muitos não confiam nela e sempre tem uma atitude negativa, sempre se preocupando em o que pode acontecer de ruim no lugar de aceitar a vida como ela é, ou seja, com o lado ruim e o BOM.
Essa forma de autoconfiança diz que não importa o quanto a prova seja difícil. A sua vida e a vida continuam. Pensando assim, você vai encarar os desafios da prova como ela é, ou seja, sem dar muita (ou pouca) importância aos problemas.
Isso não tem nada a ver com o resultado da prova e nem com a "prova ideal" que você tinha imaginado. E como os dois não estão ligados, as possibilidades de transformar as atitudes negativas em positivas são enormes.
Uma das formas mais fáceis para melhorar essa forma de autoconfiança é perguntando o que eu estou refletindo. Uma atitude negativa? Fraqueza? Um pobre coitado? Ou estou refletindo gratidão, paciência, força, humildade e a aceitação de que posso lidar com qualquer dificuldade. Refletir sobre atitudes positivas irá transformá-lo em um atleta completo.
Você deve sempre praticar essas técnicas como se estivesse praticando as técnicas de nado, ciclismo e corrida. Experimente, cada vez que treinar / competir pode ser a chance de colocá-las em prática. Lembre-se que um atleta completo sempre irá trabalhar o corpo e a cabeça. Um atleta fisicamente preparado, mas que "amarela" quando estiver sobre pressão não é completo. Quando as duas coisas se juntam e são constantemente melhoradas, o atleta estará completo e a "prova perfeita" estará muito próxima.

SER A SUPERAÇÃO!

ser um Ironman




"Nove de Outubro de 1982, seis e pouco da tarde. Já quase trinta e seis quilômetros de corrida… até ali atrás eu tinha consciência do que vinha se passando. Dessa vez era, meu décimo segundo dia no Havaí. Diferente das outras tantas vezes, eu quase não tinha tempo de pegar onda ou visitar os amigos na ilha. Dessa vez, eu tinha levado para lá, pro outro lado do mundo, uma ideia muito mais louca do que um “drop” numa onda gigantesca de Waimeia ou a esperança perigosa de um tubo perfeito em Pipeline.

O Havaii, agora, podia ser qualquer outro lugar do planeta. Não precisava ter ondas, nem montanhas, nem turistas…

Até uns dois ou três quilometros atrás, eu ainda tinha consciência das coisas. Vinha me lembrando do meu treinamento de mais de um ano, da minha dedicação sacerdócio à preparação, à alimentação e até à teoria desses eventos malucos que tantos e há tanto tempo me atraiam…

Até uns dois ou três quilômetros, meu metabolismo era o de um homem normal, muito cansado. Mas ali, naquele preciso momento, eu não era mais um homem normal. Minhas reservas de proteínas, carbo- hidratos, glicogênios e tudo o mais que nos faz continuar a viver, já estavam, ou deveriam estar, plenamente esgotadas. Minha visão da estrada à frente era turva e amarelada, como uma foto envelhecida e desfocada. Não ouvia sons, não destinguia os olhos das pessoas que se alinhavam de ambos os lados da rua. Não sentia meus pés tocando o asfalto, nem o vento que devia estar batendo em meu rosto, nem o desconforto do suor, nem o cansado, nem dor, nem emoção. Era como se eu não existisse mais, da maneira que eu sempre estivera acostumado.

Até alguns minutos atrás, eu me preocupava com o quanto faltava para o final do Campeonato Mundial de Triatlon para o qual eu tinha tão exaustivamente me preparado. Agora, nada mais me preocupava. Agora, me dava a impressão que se não colocassem uma parede lá na chegada eu ia continuar correndo eternamente.

De repente, a linha de chegada. Gradativamente, sons, cores, sensações, tudo começou a acontecer outra vez. Aplausos, flashes, abraços, elogios, calor humano, emoção. Volta à terra. Pés no chão de novo.

O inexplicável é que não senti, como de se esperar, a vitória sobre as outras pessoas(fui o primeiro estrangeiro a terminar a prova). Minha alegria realmente se baseava no terminar a corrida. Meu desafio não tinha sido proferido contra ninguém, mas contra mim mesmo.

Naquele momento exato em que as forças materiais abandonam um atleta, quando no auge de uma competição, se alcança aquele estágio em que, clinicamente, é impossível a continuação do esforço físico, a gente descobre que existe mesmo algo bem mais importante do que vencer.

Há quase seis anos, venho repetindo esses momentos mágicos de competir. Tenho tido meus esforços premiados várias vezes, colecionando troféus, heranças carinhosas de meus filhos. Mas não me lembro quantos de primeiros segundo e terceiro lugar. Procuro ver cada taça, cada medalha, cada diploma, como um lembrete daquele dia especial em que “me venci”, em que fui mais longe do que se esperava possível.

Sei lá, mas acho que isso deve acontecer com todo mundo que ama a competição atlética, com todo aquele que se empenha a fundo, em treinamentos super disciplinados se abstendo de tanta coisa boa, buscando a forma propícia à prova.

Acho que isso, mais que minhas taças, é o que pretendo passar para meus filhos: o desafio melhor de vencer a si mesmo antes da vaidade, do orgulho vazio de vencer os outros.

Daqui para frente vou começar a conversar com essa gente especial que procura incansavelmente o porque de “ser de ferro”. Pode ser que isso ajude aos outros que vem por ai, nos passos, saindo para treinar em manhãs frias, trocando bailes aconchegantes por tabelas de descanso, refeições apetitosas por dietas balanceadas, economizando em tudo pela aquisição de melhor equipamento, etc…

Também pode ser que não ajude em nada. Se bem me lembro, foi só mesmo ali, aos trinta e poucos quilômetros da corrida em Kona, 1982, que eu tive um vislumbre do que isso tudo representa. Quem sabe, cada um de nós tem mesmo que ver pelo seu próprio prisma, a sua relação a “ser de ferro”. De qualquer maneira, espero que todos possam, ou já tenham experimentado esses inesquecíveis momentos de vitória “do espírito sobre a matéria, da vontade sobre a inércia e da fé sobre o impossível”

Marco Ripper (TRIATHLETA IRON)